Doença leva mãe a masturbar o próprio filho

Postado por Samuel em 7 de janeiro de 2012



O que poderia parecer apenas um ato moralmente condenável é na verdade a tentativa desesperada de uma mãe de realizar procedimentos terapêuticos em seu filho que sofre de uma doença rara conhecida como priapismo.
Allyson Ribeirinhos de 16 anos sofre a dois anos de uma doença pouco divulgada nos meios de comunicação. O priapismo é uma condição médica geralmente dolorosa e potencialmente danosa na qual o pênis ereto não retorna ao seu estado flácido, apesar da ausência de estimulação física e psicológica. A ereção dura em média 4 horas.
Heloisa Ribeirinhos, de 42 anos, é uma dona de casa na pacata cidade Serra do Navio, no interior do Amapá, volta e meia se vê na necessidade constrangedora de masturbar seu filho, para que o mesmo possa se livrar da ereção involuntária.
Segundo Heloisa, muitas vezes a masturbação não sana a doença, o que a obriga a procedimentos mais radicais. Ela diz que “as vezes além de ‘punhetar’, tenho também que chupar o ‘piru’ do menino. É triste de se ver aquele ‘troço’ inchado”. O caráter exótico dos procedimentos esconde uma triste realidade: As graves complicações desta doença.
As potenciais complicações do priapismo incluem isquemia, coagulação do sangue retido no pênis (trombose) e o dano aos vasos sanguíneos do pênis, que podem resultar em disfunção erétil ou impotência no futuro. Em casos mais graves, a isquemia pode resultar em gangrena, o que pode fazer com que a remoção do pênis seja necessária.
O pai de Allyson é radical. Em entrevista ele confessou seu constrangimento. “Eu não gosto nada disso. É vergonhoso pra mim, pra ela e pra ele. E se num dia ela não tiver em casa? Eu que vou ter que fazer isso nele? Acho que o mais certo era ‘capar’ ele”.

TPMulheres ENTREVISTA
A reportagem do TPMulheres entrevistou o Dr. Eriberto Quitanilha, que possui mestrado em disfunções do aparelho reprodutor masculino, para obter informações sobre a questão que mais afligiu os leitores do blog: “Por que o adolescente não se masturba sozinho nesta situação?”

TPMulheres: Doutor, o caso do Allyson chocou nossos leitores, especialmente pelo fato de sua mãe ter que ajudá-lo numa terapia tão intima. Casos como este são comuns?

Dr. Eriberto: Em primeiro lugar quero frisar que não conheço pessoalmente o caso. Todas minhas respostas aqui serão genéricas. Só o especialista que cuida do caso pode emitir um diagnóstico preciso. Este caso não é comum, pois se trata de uma doença rara. As terapias mais recentes evitam este constrangimento.


TPMulheres:
Quais seriam as terapias mais recentes e menos constrangedoras?

Dr. Eriberto: A terapia mais comum atualmente é a injeção de adrenalina (epinefrina) no pênis do paciente.

TPMUlheres: Mas esta injeção é dolorida?

Dr. Quitanilha: O pênis é uma região de extrema sensibilidade, portando a dor é inevitável. Mas o risco do paciente é bem maior em casos de ereções prolongadas.

TPMulheres: No caso do Allyson a mãe o masturbava para cessar a ereção. Nossos leitores estão questionando porque ele não se masturbava sozinho?

Dr. Quitanilha: As crises de priapismo além de gerarem ereções prolongadas, também provocam cefaléia aguda (dor de cabeça) e perda parcial da coordenação motora. Talvez este fato o impeça de realizar o ato masturbatório de forma autônoma. Reitero que esta observação é genérica, uma vez que não sou o médico do referido paciente.

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