Americana encontra mensagem de socorro de escravo chinês dentro de brinquedo

Postado por Matheus Azevedo em 3 de dezembro de 2013



A americana Julie Keith, foi ao supermercado comprar enfeites para o dia das bruxas e alguns presentes para o aniversário da filha que já estava próximo, mais ela mal podia imaginar a tragédia que estava por trás do brinquedo que comprou para a filha em outubro de 2012. Nesse brinquedo estava escondido uma carta, escrita em inglês, perto da inscrição “made in china”, denunciando o trabalho escravo por que passam os funcionários daquela fábrica mais que parecia uma prisão.

A carta estava escrita com uma letra trêmula e o escravo que se identificou como Zhang, de 47 anos, relatou um cenário horrível, um atentado aos mais básicos direitos humanos. Ele como muitos chineses tinham 15 horas de trabalho diários, em troca de um salário miserável, e eram submetidos a espancamentos, torturas de sono ou outras práticas semelhantes eram comuns na fábrica.

Veja a tradução da carta abaixo:

“Senhor,

Se você por acaso comprou esse produto, por favor faça a gentileza de encaminhar essa carta para a Organização Mundial dos Direitos Humanos. Milhares de pessoas que estão sendo reféns do Partido Comunista Chinês vão agradecer e lembrar de você para sempre. Esse produto foi produzido pela Unidade 8, Departamento 2, Masanjia Labor Camp, Shenyang, Liaoning, China.

Pessoas que trabalham aqui tem que trabalhar 15 horas por dia, sem pausa nos fins de semana ou feriados. E se recusarem, eles sofrem torturas, apanham, e recebem praticamente nenhum pagamento (10 yuan por mês – aproximadamente 2 dólares).

Pessoas que trabalham aqui sofrem punições ilegais, sendo condenados a trabalhar em condições de 1 até 3 anos em média, sem nenhum tipo de sentença judicial. Muitos deles são totalmente inocentes e estão sendo punidos somente porque acreditam em coisas diferentes do que o CCPG, e nesses casos sofrem punições mais severas do que os outros.”

A norte-americana tentou pedir ajuda a alguns grupos defensores dos direitos humanos, mas sem sucesso, recorreu ao Facebook. Foi na rede social de Zuckerberg que a história teve repercussão e ganhou o noticiário internacional, alertando para o problema do trabalho escravo na China.

O episódio aconteceu há alguns anos, Zhang escreveu o pedido de socorro em 2008, Keith comprou o brinquedo em 2011 e o bilhete foi encontrado em 2012, mas ganhou os noticiários, novamente no final desse ano de 2013. Isso porque a CNN encontrou o escravo chinês autor da carta e, sob garantia de anonimato, conseguiu que ele concedesse sua primeira entrevista contando os horrores que viveu em Masanjia.

Imagem abaixo à direita, o autor da carta, Zhang, em sua primeira entrevista, ao canal CNN.

Zhang conseguiu sair da fábrica e continua sendo um testemunho vivo do horror que se passa no campo de trabalho forçado de Masanjia. Outros como ele têm dado voz e rosto à causa, como Chen Shenchun, de 55 anos que passou dois anos num lugar desses e diz: “às vezes os guardas puxavam-me pelos cabelos, colavam na minha pele barras ligadas à eletricidade, até que o cheiro de carne queimada enchia a sala”.

Veja o vídeo abaixo que foi feito pela NTDTV, que mostra as condições precárias de trabalho escravo no Masanjia Labor Camp, que é onde o autor da carta estava confinado:

Zhang está livre e Masanjia, aparentemente, foi desativado. O chinês, no entanto, continua lutando por aqueles que não tiveram a mesma sorte que ele e continuam escravizados na China. Segundo Zhang, ainda há muitos campos de trabalho forçado no país asiático.


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